Participaram 59 pessoas entre profissionais que receberam as formações do projeto e convidados das áreas da educação, saúde e assistência social, dos dois municípios. O evento iniciou com relatos sobre as atividades de mobilização para o direito ao brincar, culminou em um depoimento das educadoras de Itaoca em formato de apresentação cênica, e cedeu espaço para a intervenção da contadora de histórias Susana Diniz sensibilizar o público.

Elda Martins, uma das educadoras que realizou a atividade cênica para falar sobre as ações lúdicas no município de Itaoca, conta que o maior legado do projeto foi a quebra de conceitos: “com o projeto, renovamos nossos pensamentos e práticas em relação ao brincar, percebemos que é uma discussão importante a ser levada para as famílias e comunidade, bem como para as práticas no atendimento às crianças”.

Segundo a psicóloga Juliane Aparecida Bonacif, o projeto despertou também um interesse maior pela cultura local e a ampliação do repertório para possibilidades de propor atividades utilizando recursos como a argila e a palha tão abundantes na região. “A discussão sobre território foi muito importante, nos fez pensar que é possível aproveitar o que temos ao alcance valorizando o local, o que é nosso! Outra questão importante são os resultados que se tem no fortalecimento do vínculo familiar por meio da brincadeira pois, a família cresce com esses momentos e entende o processo de desenvolvimento da criança como um todo”, afirma.

A convidada Rosenilda Antônia Cardoso, agente comunitário de Apiaí, comenta que a área da saúde tem buscado ampliar a discussão, multiplicando as práticas com profissionais que não estiveram diretamente ligados ao projeto. Uma dessas propostas é desenvolver atividades lúdicas na unidade de saúde. Rosenilda conta que na Unidade de Estratégia de Saúde da Família Santa Bárbara, a equipe de atendimento está organizando um espaço para brinquedoteca: “Construiremos o espaço junto com as famílias com a construção de brinquedos para deixar disponível e, durante a atividade, falaremos sobre a importância de brincar com a criança para o seu desenvolvimento”, diz.

A publicação entregue no evento apresenta as memórias do projeto realizado entre 2014 e 2015, que subsidia as estratégias propostas pelos participantes para a continuidade da discussão sobre os direitos da criança por meio do direito ao brincar.

Sobre o projeto Brincadiquê? Pelo direito ao Brincar

Desenvolvido pela Rede Marista de Solidariedade, por meio do Centro Marista de Defesa da Infância, o projeto Cata-vento visou contribuir para a promoção dos direitos da Infância, por meio de formações sobre os temas relacionados a Primeira Infância. Participaram das formações atores do Sistema de Garantia de Direitos que trabalham com crianças de 0 a 5 anos. Com apoio do Instituto InterCement e do CDC local, o projeto foi realizado no estado de São Paulo nos municípios de Apiaí e Itaoca, seguindo a metodologia do projeto Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar.