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A Rede Marista de Solidariedade, por meio do Centro Marista de Defesa da Infância, em parceria com o Instituto InterCement, encerrou as atividades do projeto Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar, no município de Santana do Paraíso (MG), no dia 21 de novembro com um seminário aberto, com a formação de tema “Crianças e natureza” com o pesquisador Gandhy Piorski , na Escola Municipal José Dias Bicalho.

Para finalizar os encaminhamentos da continuidade das ações planejadas pelo Grupo de Trabalho em 2016, 10 profissionais das áreas da educação, assistência e cultura se reuniam no dia 19 de novembro. Também esteve presente a analista de investimento social do Instituto InterCement, Jordância Furbino, além da coordenadora do projeto, Sheila Pomilho e da sistematizadora Honislaine Rubik. O grupo discutiu o Plano de Trabalho construído ao longo dos dois anos de projeto pelos integrantes e validou as propostas elencadas.

“Esta iniciativa foi implementada em Santana do Paraíso atendendo uma demanda apresentada ao Instituto InterCement pelos integrantes do Comitê de Desenvolvimento Comunitário (CDC). Em seu escopo de atuação, o Instituto apoia a execução de projetos que contribuam para o desenvolvimento infantil integral, de crianças de 0 a 6 anos de idade, a partir do Programa Infância Ideal. A primeira infância é a base para todas as aprendizagens humanas”, explica Furbino.

No dia 20 de novembro os 42 educadores participantes receberam a última formação, no 8º seminário do projeto Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar, onde refletiram sobre a temática “Crianças e natureza”, e ainda, construíram brinquedos como o “rói-rói” e “fantoches feitos com bucha vegetal”, utilizando materiais simples como gravetos.

No encerramento, realizado no dia 21, no seminário aberto, participaram cerca de 80 pessoas entre participantes, convidados e autoridades locais, como o prefeito Antônio Afonso Duarte, o Zizinho e a secretária municipal de educação Gezilda Pires Anício, que falaram da importância do brincar para o desenvolvimento das crianças, “o brincar transforma vidas, o projeto nos fez voltar o olhar para isso, não só na educação infantil, percebemos os benefícios para a formação da criança através do brincar, por isso, consideramos muito importante inserir no currículo, para que se tornem efetivas as práticas”, afirma.

As duas últimas formações do projeto tiveram como palestrante e pesquisador do brincar Gandhy Piorski Aires, que abordou a temática “Crianças da natureza”. A formação do dia 21 encerrou o ciclo formativo de dois anos do projeto, contabilizando as 136h de formação presencial, e ainda 40h de formação à distância (EaD), onde foram trabalhadas temáticas relativas à educação infantil com enfoque no direito ao brincar, tendo como base a legislação e documentos oficiais como as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, do MEC.

O projeto envolveu 11 unidades de educação infantil e anos iniciais, que capacitou representantes, chamados de multiplicadores, para que pudessem multiplicar os conhecimentos adquiridos no projeto, envolvendo os demais profissionais no desenvolvimento das atividades de EaD. Essas mesmas instituições se comprometeram em reformular seus Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) incluindo o brincar como um princípio norteador.

“O projeto me surpreendeu de várias maneiras, não só no profissional, mas no pessoal também, me trouxe a necessidade de olhar para dentro e ver que eram necessárias algumas mudanças para que, compreendi que só assim conseguimos passar para o outro, compreender o outro, acolher a criança e a necessidade do brincar para o seu desenvolvimento”, relata a coordenadora Maria Auxiliadora Meira.

Também no projeto, foi constituído um Grupo de Trabalho (GT) envolvendo 7 representantes da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e da Secretaria Municipal de Assistência Social, que receberam 40h de formação sobre temáticas como liderança, planejamento e legislação. Esse grupo elaborou ao longo dos 2 anos um Plano de Trabalho que propõe a sustentabilidade das ações iniciadas pelo projeto, em 2016. Nesse documento, foi sistematizado um Calendário Municipal propondo as ações específicas pensadas com base na realidade local e na defesa do direito ao brincar.

“Como resultados do projeto em Santana do Paraíso, pudemos perceber o comprometimento e o interesse em dar continuidade nas ações e temas abordados, isso é visível pela qualidade dos documentos e atividades construídas pelos multiplicadores. É notório o interesse em continuar o GT, o grupo trouxe propostas para considerar o brincar dentro da política pública do município, há ainda, o engajamento dos gestores no cuidado ao incluir atividades lúdicas dentro da escola como proposta curricular”, afirma Sheila Pomilho, coordenadora do projeto.