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A Rede Marista de Solidariedade, por meio do Centro Marista de Defesa da Infância, em parceria com o Instituto InterCement, encerrou as formações do projeto Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar – Cata-vento, no município de Ijaci (MG), no dia 23 de novembro, no anfiteatro municipal. O evento que marcou a finalização foi aberto à comunidade, onde participarão além dos 45 agentes do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) das 10 instituições envolvidas, cerca de 100 pessoas, entre famílias e crianças.

O projeto que teve como foco o direito ao brincar e o fortalecimento de vínculos familiares, trabalhou desde Fevereiro de 2015 as temáticas: “Desenvolvimento infantil”, “Cuidado infantil”, “Concepção de família para a promoção dos direitos da infância”, “Legislação para a promoção dos direitos da infância” e “Espaçotempo para a infância”, contabilizando 80h de formação presencial, além da criação de um Grupo de Trabalho (GT) que elaborou um Plano de Trabalho para dar continuidade às ações iniciadas pelo projeto.

Participaram representantes das instituições: Secretaria Municipal de Educação (SME), Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Centro de Referência de Ação Social (CRAS), Conselho Comunitário de Segurança Pública de Ijaci (CONSEPI), Associação do Lazer, Esporte e Cultura de Ijaci (ALECI), Organização Mães dos Frutos, Associação de Bairro Pedra Negra (AMOPEN), Associação de Moradores dos Bairros Serra e São Matheus (AMBSS) e APAE. Que além de participarem dos momentos formativos e replicarem os conhecimentos com a comunidade por meio de oficinas planejadas por eles, também elegeu representantes, que compuseram um Grupo de Trabalho (GT) para discutir estratégias de articulação e continuidade das ações iniciadas com o projeto.

O município propôs que todos os educadores da educação infantil participassem das formações, liberando as 22 educadoras das suas atividades para a participação nos seminários. “A proposta tanto veio aproximar a escola, a família e a comunidade, quanto nos trouxe a reflexão da importância das brincadeiras tradicionais, e ainda quanto a revisão dos currículos, percebemos a necessidade e a importância de fazer reformulações dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) das escolas, incluindo a questão do brincar”, conta Valéria Fabri Lucas, secretária municipal de educação.

Rogéria Aparecida Ferreira, educadora na Escola Municipal Maria Luiza da Paixão, conta que o projeto trouxe reflexões e práticas inovadoras, “a construção de brinquedos me despertou a reflexão sobre o direito ao brincar e a vontade de brincar, de tantos cursos e projetos que já fiz, o projeto Brincadiquê? foi o que trouxe mais inovação no olhar, e por ser um projeto desenvolvido ao longo de um ano, com vários momentos formativos, foi muito abrangente trazendo temas e práticas diversas, também nos trouxe outro olhar no uso dos materiais em sala, nos trouxe o exercício da criatividade, da desinibição, da autonomia e do espírito de equipe”, conta.

Jordânia Furbino, Analista de Investimento Social do Instituto InterCement, explica que, “esta iniciativa foi implementada em Ijaci atendendo uma demanda apresentada ao Instituto InterCement pelos integrantes do Comitê de Desenvolvimento Comunitário (CDC). Em seu escopo As c atuação, o Instituto apoia a execução de projetos que contribuam para o desenvolvimento infantil integral, de crianças de 0 a 6 anos de idade, a partir do Programa Infância Ideal. Ao promover ações que contribuam para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários pretendemos que meninos e meninas tenham esse direito garantido, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente”.

A coordenadora do projeto, Sheila Pomilho, defende que “as crianças aprendem com a comunidade, com o território, com a família, por isso é importante o fortalecimento de vínculos com a família e comunidade para que a criança se reconheça enquanto cidadã de direito que se desenvolve integralmente por meio do olhar atento do adulto, da escuta, podendo ter novas aprendizagens em sua relação com o mundo, seu papel na sociedade e a sua importância nela”, defende. Ainda aponta a sensibilização da comunidade e dos profissionais para a defesa do direito ao brincar, “observamos como resultado do projeto Cata-vento a grande sensibilização dos agentes do SGD para a importância do cuidado com a criança pequena, além do fortalecimento no diálogo com as famílias”.

O seminário aberto à comunidade, que marcou o encerramento foi realizado no dia 23 de novembro, em dois períodos, com grupos de pessoas diferentes. Os participantes puderam conhecer os resultados do projeto e ainda receberam uma formação teórica e prática sobre “Brinquedos cantados” com arte educador e pesquisador de cultura popular brasileira e brincadeiras regionais, Leandro Medina.