Desenvolvido pela Rede Marista de Solidariedade, por meio do Centro Marista de Defesa da Infância, o projeto Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar na escola chega a sua terceira edição, com o objetivo de realizar o registro audiovisual de práticas de promoção e defesa do direito ao brincar em desenvolvimento na Educação Infantil e no primeiro ano do Ensino Fundamental em municípios contemplados pelo projeto em sua primeira fase, durante os anos de 2014 e 2015.

Ao todo serão desenvolvidos quatro vídeos de caráter educativo e sensibilizador, sobre os temas: Culturas Infantis e a defesa do Direito ao Brincar na infância; O brincar como linguagem promotora de aprendizagens; Espaçostempos para o brincar na escola; e O adulto brincante e mediador de brincadeiras com as crianças. A série será ambientada em creches, CMEIs e unidades de Educação Infantil dos municípios de Cuiabá, Araucária e Caxias do Sul, além de registrar experiências de Unidades Sociais e Colégios Maristas em Curitiba e São Paulo.

“A partir da série, esperamos fortalecer a escola pública, em relação ao direito à aprendizagem e ao desenvolvimento integral da criança, por meio de entrevistas com especialistas e exemplos práticos do cotidiano escolar que fomentam o brincar como linguagem genuína da infância e essencial para o desenvolvimento integral das crianças”, comenta Vinícius Gallon, analista de comunicação do Centro de Defesa, que divide a direção da série com a produtora Labirinto.

Além da série de vídeos, o projeto também prevê reuniões com Grupos de Trabalho em cada município, formados por profissionais das Secretarias Municipais de Educação, gestores, coordenadores pedagógicos e educadores, a fim de resgatar tudo o que foi feito na primeira edição, aquilo que permanece como prática e quais são as inovações que pretendem realizar. Para fortalecer as discussões, também são previstos Seminários Abertos com a presença dos formadores externos Leandro Medina e Nélio Sprea, que já atuaram em outros momentos com o projeto.

As gravações, que iniciaram nos municípios de Cuiabá e Araucária, foram precedidas de visitas técnicas que buscaram identificar as melhores experiências de defesa e promoção do direito ao brincar na educação infantil e no primeiro ano do ensino fundamental. “Neste retorno aos municípios pudemos recolher diversas evidências da atuação do Brincadiquê? na escola em cada uma das unidades educativas participantes. Entre os destaques está a permanência das formações continuadas que se preocupam em garantir o brincar como premissa em toda a educação infantil, a contínua e efetiva participação dos multiplicadores, que não só transmitiram seus aprendizados a outros profissionais da rede de ensino, mas permanecem com o espirito brincante, fundamental para a atuação com as crianças. Além disso, as secretarias de educação demonstraram profunda preocupação com as documentações pedagógicas e com o resgate das culturas regionais”, afirma Honi Rubik, sistematizadora do Centro de Defesa e produtora do projeto.

Além da equipe do Centro de Defesa, o projeto também conta com um Grupo de Trabalho formado por colaboradores das Diretorias Executivas de Assistência Social e da Rede de Colégios (DEAS e DERC), que contribuem na qualificação de todos os processos.

Trajetória

A primeira edição do projeto foi realizada em 12 municípios dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul nos anos de 2014 e 2015, com o objetivo de incidir na qualidade da Educação Infantil (CEIs e Pré-Escola) e do primeiro ano do Ensino Fundamental da escola pública, especialmente na Alfabetização, Letramento e Linguagem Matemática. A realização da proposta aconteceu por meio da formação presencial de educadores, voluntários e demais agentes da comunidade educativa, e do acompanhamento e supervisão nas escolas participantes.

A segunda edição foi realizada em 2016, em cinco destes municípios, com a proposta de reunir evidências de que o projeto teve relevância na defesa e promoção do direito ao brincar, por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas, além de práticas lúdicas para sensibilização dos profissionais.

Principais resultados da primeira etapa do projeto Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar na Escola:

– 267 Escolas participantes;

– 267 Projetos político pedagógicos reformulados;

– 419 Projetos pedagógicos construídos;

– 7.260 Crianças impactadas diretamente;

– 71.120 Crianças impactadas indiretamente;

– 2.150 educadores participantes dos seminários e grupos de trabalho nas unidades de educação;

– 122 Profissionais do Sistema de Garantia de Direitos envolvidos;

– 22 Seminários formativos;

– 11 Seminários abertos.

– 8.276 Brinquedos fabricados pelos educadores.