O Centro Marista de Defesa da Infância, da Rede Marista de Solidariedade, em parceria com o Instituto InterCement, encerra neste mês de julho as atividades do projeto Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar, realizado com profissionais de Apiaí e Itaoca (SP).

O evento de encerramento acontecerá no dia 13 de julho, na Escola Municipal Elisa Santos, com a participação das secretarias e instituições envolvidas, além dos 80 profissionais das áreas de educação, cultura e assistência social, que atuam diretamente com crianças de 0 a 5 anos. Neste dia, haverá a entrega do relatório de percurso formativo e a última formação sobre o Direito ao Brincar com a contadora de histórias Susana Diniz, que resgatará o histórico e as vivências do projeto.

Ao longo dos 24 meses do projeto aconteceram 8 seminários formativos em Apiaí, município próximo a Itaoca, no qual participaram profissionais que fazem atendimento às crianças e famílias de ambos os municípios. Nesse período, foram propostas também atividades de continuidade nos espaços onde atuam profissionalmente.

Segundo a gestora do Centro Marista de Defesa da Infância, Bárbara Pimpão, o projeto possibilitou a aproximação dos profissionais e a articulação para a defesa dos direitos da criança entre os municípios, além de contribuir com a reformulação de 14 Projetos Políticos Pedagógicos e a confecção de cerca de 1500 brinquedos durante as formações.

“Ao incluir práticas brincantes nas atividades do calendário municipal da secretaria de educação, bem como formações para os profissionais atuantes com as infâncias, o projeto Brincadiquê? proporcionou a realização de oficinas de multiplicação com as famílias e comunidade, mostrando a importância do cuidado e diálogo com a criança”, enfatiza a gestora.

O Grupo de Trabalho construiu documentos para continuidade das ações iniciadas no projeto, e escreveu uma carta aberta que foi entregue à câmara dos vereadores, propondo um projeto de lei que inclua formações e planejamentos voltados para o Brincar em ambos os municípios.

“O projeto foi um sucesso para os profissionais e a comunidade. A dinâmica usada e a riqueza de conteúdos durante o projeto renovou o nosso olhar com uma nova metodologia de trabalho e novas ideias de brincar. Acrescentou não apenas para a educação, mas os profissionais da saúde também entenderam a importância do Brincar e, inclusive, hoje temos hospitais com ambientes brincantes, e tudo isso aconteceu por causa do Brincadiquê”, declara Cleide Aparecida Rosa, assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Apiaí.

Mesmo com o encerramento do projeto, os municípios darão continuidade às atividades lúdicas e formações com profissionais, comunidade e familiares relacionadas ao Direito ao Brincar e a promoção de brincadeiras entre adultos e crianças.  A professora Elda Martins, da Rede Municipal de Educação de Itaoca, diz que o projeto Brincadiquê foi inovador. “As formações e palestras foram muito ricas e cada encontro foi uma renovação. Os educadores brincantes nos trouxeram experiências que vamos passar para frente com um novo olhar em busca de garantir os direitos das nossas crianças e comunidade como um todo”, conclui.