O Centro Marista de Defesa da Infância, em parceria com a Rede Marista de Solidariedade, realizou na última semana (23 a 27) uma imersão formativa para educadoras da Rede Pública de Ensino do município de Cezarina (GO) nos Centros Sociais Robru e Ir. Justino, em São Paulo (SP). Com o objetivo de fortalecer o diálogo em rede sobre educação de qualidade para crianças de até 6 anos e promover trocas de experiência entre profissionais que atuam em diferentes territórios, a proposta foi viabilizada pelo projeto Aquarela, realizado pelo Centro de Defesa entre 2015 e 2016, com apoio do Instituto InterCement.

O Aquarela foi desenvolvido em Cezarina (GO) utilizando a metodologia Brincadiquê? Pelo Direito ao Brincar, contemplando formações para educadores da rede pública de ensino que atuam na Educação Infantil. Como parte da estratégia para sustentabilidade, ao longo do projeto foi formado um grupo de gestores e articuladores, que por sua vez elencaram ações e elaboraram um plano de continuidade para o próximo ano, quando foi constatado a necessidade de uma vivência das educadoras, em outro contexto. Assim, em um diálogo entre Centro de Defesa e o Instituto InterCement, foi elaborada a proposta de imersão.

A imersão proporcionou ao grupo uma vivência em territórios e espaços educativos diferentes do seu contexto, de modo a ampliar o repertório formativo e contribuir com a qualificação dos processos da educação infantil do município de Cezarina. Além das visitas e diálogo com educadores e educadoras maristas, o grupo também teve um momento de partilha sobre planejamento na Escola Municipal de Educação Infantil União de Vila Nova. “Essa troca de experiências permite novos olhares e encontra possibilidades para qualificar a educação e o atendimento às crianças. Acreditamos que a articulação entre diferentes atores do sistema de educação contribui para o fortalecimento dos profissionais e na promoção de práticas educativas que tenham como prioridade os direitos das crianças na sua integralidade”, afirma Aline Vicentim Villas Boas, coordenadora de projetos do Centro de Defesa.

“Foi muito especial conhecer as instituições, sermos tão bem acolhidas por todos os profissionais e crianças, além de ver materializar os conceitos que conhecemos durante o projeto Aquarela”, afirma Cristiane Aparecida Moreira da Costa Franco, coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Cezarina. Para a educadora Rosimeire Perpétua Pereira, fica ainda mais forte o comprometimento de levar os aprendizados e aplicar no cotidiano de sala de aula. “A nossa tarefa agora é levar conosco o conhecimento e olhar para o nosso contexto, nosso território, avaliar criticamente o que precisamos melhorar, tendo outras referências de educação infantil”, declara a educadora.

As educadoras participaram também de um momento de formação compartilhada entre as unidades Robru, Itaquera e Ir. Justino, em que foi realizada uma oficina de brinquedos com luz e sombra, mediado pela pesquisadora lúdica Adriana Klisys. Ainda sobre as visitas, Aline Paes, diretora do Robru afirma que a troca contribui com o alinhamento para o atendimento de qualidade, de maneira global. “Acreditamos que a imersão de educadoras em nosso espaço educativo contribuiu significativamente para ampliar o diálogo pedagógico e proporcionar a troca de olhares acerca das infâncias. O Grupo que recebe fica satisfeito em ter seu trabalho reconhecido e valorizado e o grupo que visita, vivencia novas experiências que podem ampliar e qualificar as ações que já desenvolvem, essas trocas são essenciais para a formação do educador e impactam diretamente na qualidade do atendimento”.

No último dia, foi realizado um seminário de encerramento com partilha das percepções, aprendizagens e desafios identificados na imersão, mediado pela diretora do CSM Itaquera Sheila Pomilho, que contribuiu com a implantação do projeto Aquarela, em 2015. Na ocasião, também esteve presente o coordenador de investimento social do Instituto InterCement, Flávio Seixas, que afirmou a importância da imersão para as políticas públicas municipais, “esse momento de imersão e trocas com certeza coroou todo o trabalho que foi desenvolvido ao longo do projeto Aquarela, trazendo novas perspectivas para que essas educadoras possam fazer a implementação de ações para qualificação da educação infantil no município”, afirmou.